terça-feira, 2 de junho de 2009

Auto-avaliação - 3º Período

Penso que neste período mereço uma nota superior à que me foi dada anteriormente, visto que este período foi mais curto e tivemos muitas actividades e testes para realizar, porém nesta disciplina foi nos proposto realizar o webfolio e acho que mesmo com todos os afazeres relativos às restantes disciplinas, num período de tempo muito curto, esforcei-me mais e investi muito do meu tempo e dedicação a este blog. Toda esta dedicação e trabalho pode ainda complementar-se com a criação de um espaço para "o que aprendi...", tarefa esta para a qual me empenhei bastante, pois acreditei que fosse benéfico quer para o blog, quer para eu ter a matéria em dia. Sendo assim, penso que a minha nota se devia enquadrar no nível do Muito Bom, equivalendo quantitivamente a 17 valores.
-
PS: Consoante os comentários da professora na avaliação intercalar, pedia-lhe que revesse os meus objectivos e estratégias. Obrigada

segunda-feira, 1 de junho de 2009

"Guião" para a Exposição Oral - base acetatos






























Trabalho realizado por:
Mafalda Braga nº9 10ºDII


quinta-feira, 14 de maio de 2009

A voz

A voz é um instrumento vivo. Cada pessoa tem uma voz única e especial. Para cada voz, uma personalidade diferente. Todas as pessoas carregam consigo o seu próprio instrumento, inserido no seu corpo, com características fisiológicas e psicológicas singulares.
-
Cuidados com a voz
-
Na realidade, os conselhos sobre higiene geral não são diferentes dos cuidados que se deve ter com o corpo. Uma voz bonita requer um corpo saudável. Tudo o que se fizer pelo corpo, terá efeitos sobre a voz.
-
• Recomendamos que evite principalmente o frio com suas mudanças de temperatura.
• Todas as manhãs deve-se praticar ginástica respiratória. As inspirações e expirações deverão ser feitas pelo nariz, de maneira ampla, lenta, profunda e abdominal.
• Ginástica respiratória
• Banhos frios matinais
• Exercícios tais como: caminhada, corrida, bicicleta ou qualquer outro aeróbico.
• Comida – Bom senso. Comer pouco, lentamente e mastigando bem. Existe uma importante relação entre o aparelho vocal e os órgãos digestivos .
• Evitar falar ou cantar em ambiente ruidoso. Não competir com barulhos externos
• Evitar falar ou cantar quando estiver resfriado ou rouco.
• Álcool, e fumo - proibidos. Gelados, quando não estiver utilizando a voz.
• Sono – 8 horas é o recomendável para uma voz descansada.
• Voz cansada ou rouquidão - repouso vocal absoluto.
• As bebidas alcoólicas congestionam a mucosa laríngea e promovem uma diminuição da energia muscular da mesma.
• O café provoca taquicardia e poderá colocar a pessoa nervoso, pode também interferir no ritmo dos movimentos respiratórios
-
bibliografia:

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Poema

De saltos vai pera a festa
Leonor pela 24 de Julho;
Vi formosa, e não segura.

Leva na cabeça um laço
A mala nas mãos de prata,
Brincos de verde esmeralda,
Fragrância de papoila,
Traz um vestido de gola,
Mais suave que o caramelo,
Vai formosa, e não segura.

Descobre a ousadia do colo,
Cabelos de trevas e selvagens,
Fita de cor encarnado;
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta
Que dá graça à fermosura.
Vai formosa e não segura.

Por Madalena Nogueira e Mafalda Braga

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Objectivos e Estratégias - 3º Período

Relativamente à Exposição Oral:
1º objectivo: Elaboração de um guião
-
1ª estratégia: Encontrar diversas fontes para a minha analise do poema, se necessário ir à Biblioteca Nacional ou a outras bibliotecas para conseguir uma pesquisa mais alargada e ter uma melhor apresentação do guião.
-
2º objectivo: Apresentar uma maior fluidez e à vontade durante a exposição, para os meus colegas conseguirem acompanhar melhor o meu trabalho.
-
2ª estratégia: Para resolver tal problemas pretendo ensaiar a minha exposição oral, partilhando-a com a família para mais tarde, quando necessário, proceder de maneira mais correcta e acessível.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O que aprendi...

3º Período
-
16/06/2009 - Variedade Brasileira com a apresentaçao do texto Felicidade Clandestina de Clarice Lispector
Português falado no Brasil, sujeito a uma variação geográfica que separa, sobretudo, os estados do litoral acima do estado da Bahia (inclusivé) dos que estão abaixo. Os falantes do Norte e Nordeste pronunciam as vogais pretónicas abertas e os do Sul e Sudeste pronunciam-nas com uma abertura média. A variação social do português do Brasil é muito pronunciada: os falantes do sociolecto não culto, por exemplo, a nível morfológico, flexionam muito pouco as formas dos paradigmas verbais. Sintacticamente usam um pronome pessoal tónico ou uma categoria vazia em posição de complemento directo, usam os pronomes átonos (que são proclíticos, ou pré-verbais) sempre junto do verbo principal, usam construções de sentido passivo e forma activa sem marcas de passivização e dão uma interpretação impessoal a verbos da terceira pessoa do singular em frases com sujeito nulo.
-
Poema de Clarice Lispector - Dá-me a tua mão
"Vou agora te contar
como entrei no inexpressivo
que sempre foi a minha busca cega e secreta.
De como entrei
naquilo que existe entre o número um e o número dois,
de como vi a linha de mistério e fogo,
e que é linha sub-reptícia.
Entre duas notas de música existe uma nota,
entre dois fatos existe um fato,
entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam
existe um intervalo de espaço,
existe um sentir que é entre o sentir
- nos interstícios da matéria primordial
está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo,
e a respiração contínua do mundo
é aquilo que ouvimos
e chamamos de silêncio."
-
Biografia de Clarice Lispector
Clarice Lispector, nascida Haia Lispector (Chechelnyk, 10 de dezembro de 1920Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977) foi uma escritora brasileira, nascida na Ucrânia. Autora de linha introspectiva, buscava exprimir, através de seus textos, as agruras e antinomias do ser. As suas obras caracterizam-se pela exacerbação do momento interior e intensa ruptura com o enredo factual, a ponto de a própria subjetividade entrar em crise.
-
Breve flashback sobre poesia lírica oriental - Matsuo Bashô

Bashô foi o mestre que deu força à importância e prática do haicai no Japão. Viveu boa parte de sua vida como um andarilho, foi treinado para o zen, utilizou-se de forma discreta da metáfora e nunca se decidiu se queria ou não ser um monge, embora alguns autores sugerem que ele foi de fato um monge em sua vida. Bashô viveu por algum tempo em uma cabana que definitivamente lhe deu o nome com o qual ficou conhecido, Bashô, devido a presença de uma bananeira (bashô, em japonês) existente em alguma área de sua cabana. O clima de Tokyo, no entanto, não é propício para a frutificação da banana e mesmo que Bashô tenha se identificado com a planta, ele próprio deixou milhares de frutos e espalhou pelo mundo esse fenômeno da poesia japonesa, que é o haicai.
-
Poemas de Matsuo Bashô
"O grito do faisão -
Que saudade imensa
De meu pai e minha mãe."
e
"Frescura:
os pés no muro
ao dormir a cesta
--
20/04/2009 - Neologismos
-
Neologismos - conceito gramatical que procura significar ou atribuir outro sentido a uma palavra já existente na Língua. Esta palavra pode vir associada a prefixos gregos ou latinos, ou então, ser formada pela junção de duas ou mais palavras. Normalmente nao está no dicionário.
-
Processos de Formação de Palavras
-
1.Afixação:
- Flexão (afixos que especificam as propriedades das palavras variáveis)
- Derivação (afixos que determinam a classe da palavras)
- Modificação (afixos que apenas acrescentam informção semântica)
-
2.Composição
2.1. Morfológica (dois ou mais radicais)
2.1.1. compostos coordenados (têm estatuto idêntico e são ligados por hífen)
2.1.2. compostos subordinados (o da esquerda modifica o da direita e ligam-se pela vogal o ou i)
2.2. Morfossintáctica (duas ou mais palavras)
2.2.1. Compostos coordenados (têm estatuto idêntico e são ligados por hífen. A flexão dá-se em todos os constituintes)
2.2.2. Compostos subordinados (o da direita modifica o da esquerda (núcleo) e ligam-se pelo hífen. A flexão dá-se apenas no núcleo)
2.2.3. Compostos com estrutura de reanálise (constituídos pela 3ª pessoa de um verbo e um nome. Ligam-se com hífen e só o nome recebe o plural)
-
Outros processos de formação
Sigla - as siglas são representações gráficas dos fonemas inicias das palavras e que funcionam como autênticas palavras. As siglas soletram-se, pronunciando o nome de cada letra (exemplos: SOS; UE).
-
Acrónimos - são nomes formados pela primeira ou mais letras de palavras que pertencem a partes sucessivas de uma locução. No fundo, são siglas que se pronunciam de forma contínua, como palavras, não soletradas (exemplo: byte - binary table)
-
Abreviaturas - existem como se dois tipos de abreviaturas, sendo o primeiro tipo quando as letras omitidas estão representadas pelo sinal gráfico ponto de abreviatura (exemplos: pág. ; sr.), o segundo tipo de abreviaturas é vísivel nas palavras onde já quase se perdeu a ideia de redução e funcionam como palavras completas (exemplos: metro - metropolitano; moto - motociclo).
-
Amálgama - este processo verífica-se quando existe uma fusão de duas ou mais palavras truncadas (exemplo: diciopédia - diocionário + enciclopédia).
-
Empréstimo interno e externo - estes são elementos lexicais que podem ser internos a uma língua ou estrangeiros, adoptados por essa língua. Estas alternativas lexicais constituem neologismos que podem resultar de outras áreas, como é o caso da palavra janela (que passou a designar também uma área do écrã do computador, por tradução do inglês window), ou da adopção de palavras estrangeiras que passam a considerar-se como palavras portuguesas imprescindíveis: hambúrguer, lanche, robô, dossiê, bar, futebol e milhares de outras documentam a capacidade de adaptação da língua. E os empréstimos externos ou estrangeirismos com o seu próprio significante, por modismo ou porque a língua não conseguiu adptá-lo, ocorre constantemente, como se verifica diariamente, mesmo lendo o jornal (exemplos: marketing, ranking, software).
-
Extensão semântica - verifica-se quando a uma palavra ou expressão já existente na língua se atribui um outro significado, criando-se um neologismo semântico por alargamento (exemplo: rato, leitor).
--
23/04/2009 - Poesia de Linhagem - desde o período dos trovadores até ao renascimento literário
-
Período Trovadoresco
- Cancioneros trovadorescos: Cancioneiro da Biblioteca Nacional, Cancioneiro da Vaticana e Cancioneiro da Ajuda
- A poesia desta época constituiu um documento histórico e social
- Surgem duas correntes: Corrente Provençal -constituida pelas cantigas de amor trazidas para a Península Ibérica através de Séquitos, de Princesas, Trovadores, Peregrinos, Elementos de Cruzadas, etc. (exemplo: "Quer' eu en maneyra de Provençal") e a Corrente Penínsular constituida pelas cantigas do amigo, originárias do Ocidente Hispânico, cuja língua - o galaico-português se torna a língua de expressão lírica. De uma forma geral, nas cantigas de amor fala o trovador, a dama é convencional e cortês e nas cantigas de amigo fala a donzela, esta pertence à burguesia ou ao povo e o sentimento é "aparentemente" espontâneo. Exemplos de cantigas de amigo (Bailia, alba, romaria, etc.).
-
Bailia - Tipo de cantiga de amigo, de origem provençal, próprio para a dança. A bailia segue, em regra, uma estrutura paralelística, adequada à dramatização da cantiga interpretada por um grupo de donzelas: a protagonista ou cantadeira executa as principais estrofes; as restantes cantoras, formando um coro, entoam o refrão. Em alternativa, cada uma das estrofes da bailia pode ser executada por uma cantadeira diferente. O tema é geralmente jovial e festivo. Distingue-se da balada por incluir o convite à dança e por possuir uma estrutura formal mais regular e autónoma. Dentro do contexto da lírica-galego-portuguesa, Airas Nunes compôs uma das mais célebres bailias: Bailemos nós já todas três, ai amigas.
-
Período Palaciano - poesia contida no Cancionero Geral, cancioneiro compilado por Garcia de Resende, que documenta as principais características e tradições, tradicional e clássica, do período quatrocentista, dedicado a D. João III.
-
Renascimento Literário - As principais inovações do Renascmento Literário consistem na introdução:
- do decassílabo como metro poético por excelência;
- de novas formas estróficas (medida nova ou italiana: soneto, canção, etc)
- de formas clássicas (epopeia, comédia, écloga e a canção, formas surgidas no Renascimento com Petrarca, contudo, respeitando as regras de soberiedade, equilíbrio e harmona da Antiguidade Clássica.
-
Século XVI - Renascimento (revelação de dois mundos)
1)
Terrestre (ciência) - Expansão ultramarina
Cultura (artes) - Assimilação da Cultura do mundo da Antiguidade Clássica (textos, obras de arte, arquitectura).
2) Humanismo - Latitude filosófica de valorização do Homem
Pensamento Antropocêntrico - conjunto de esforços para ressuscitar os textos clássicos originais
3) Classicismo (corrente literária preocupada com o culto dos modelos clássicos):
- géneros literários e os seus códigos/regras estéticas
- busca da harmonia/proporção/perfeição comedida
- forma e conteúdo (Equilíbrio Perfeito)
- evidente noutras artes: Pintura/Escultura (mais inovação e movimento)
--
27/04/2009 - Divisão Silábica do Verso e os Diferentes tipos de Rimas
Divisão Silábica do Verso
Um verso é constituido por várias sílabas, sendo que a divisão silábica é efectuada de forma diferente das sílabas gramaticais. A contagem de sílabas métricas baseia-se nos sons, sendo que costuma fazer-se a elisão da vogal átona em final de palavra quando a palavra seguinte principia com uma vogal. A contagem de sílabas métricas inicia-se na primeira sílaba do verso e termina na sílaba tónica da última palavra do verso.
-
Diferentes tipos de rimas - ficha de verificação
Diérese - separação de duas vogais que se sucedem numa mesma palavra, colocando-as em duas sílabas diferentes.
-
Estrofe - conjunto de versos, embora de número variado, que termina com uma pausa longa e que, assim, se separa da outra estrofe.
-
Glosa ou volta - estrofe que retoma o sentido de um tema dado (mote), desenvolvendo-o e repetindo um ou mais dos seus versos em posição certa. O mote consiste numa estrofe geralmente curta, cujo número de versos determina o número de glosas que o hão-de desenvolver.
-
Rima Aguda - quando o verso termina em palavra aguda (exemplo: mão, detenção)
-
Rima completa - quando a sílaba em que se encontra a rima se repete, formando assim a rima, quer a nível das vogais, quer da consoante que as antecede.
-
Rima cruzada - quando entre dois versos que rimam há um que não rima com eles, ou seja, quando o primeiro verso rima com o terceiro e o segundo com o quarto, correspondendo ao esquema rimático abab. Também se chama rima alternada.
-
Rima emparelhada - quando dois versos seguidos rimam entre si, isto é, os versos rimam dois a dois, obtendo-se o esquema aa, bb, cc, etc.
-
Rima esdrúxula - quando o verso termina em palavra esdrúxula (paciência)
-
Rima grave -
quando o verso termina em palavra grave (argentados; vago)
-
Rima imperfeita - quando se verificam timbres diversos nas vogais tónicas das palavras que rimam (tivesse, escrevesse)
-
Rima Incompleta - quando apenas se repetem as vogais que formam a rima, não se verificando a repetição da consoante anterior à terminação (cingir, reinado, arriscado, subir)
-
Rima interior - rima usada no interior dos versos
-
Rima interpolada - quando entre dois versos que rimam há dois ou mais que não rimam com estes, podendo rimar ou não entre si, correspondendo ao esquema abba, abcba, etc.
-
Rima perfeita - quando se verifica o mesmo timbre nas vogais tónicas das palavras que rimam. Há coincidência de sons, não de letras. (gente, inocente)
-
Rima pobre - quando se verifica a existência da mesma categoria gramatical nas palavras que rimam (liberdade, piedade)
-
Rima rica - quando se verifica a diversidade de categorias gramaticais nas palavras que rimam (divinos, destinos).
-
Rima seguida - quando se verifica a existência de mais de dois versos sucessivos que rimam
entre si, correspondendo ao esquema aaa,etc.
-
Rima consoante - quando rimam vogais e consoantes após a sílaba tónica (domina, insolente, inclina, ardente).
-
Rima toante - quando não existem os mesmo sons a partir da última sílaba tónica, rimando apenas as vogais desta sílaba.
-
Sinalefa - união da vogal final de uma palavra com a vogal que inicia a palavra seguinte, tornando-se uma só sílaba métrica.
-
Sinérese - união de duas vogais que não formam ditongo numa só sílaba métrica.
-
Verso Branco - verso que não rima com nenhum dos anteriores e posteriores, destacando-se, assim, no poema, embora obedeça aos acentos, pausas, métrica, etc. Também se designa por verso solto.
-
Verso livre -verso que não está sujeito à métrica nem à acentuação dos restantes.
-
Versos isométricos - quando os versos de um poema ou estrofe têm o mesmo número de sílabas métricas.
-
Versos monórrimos - quando todos os versos de um poema ou estrofe têm a mesma rima.
--
30/04/2009 - Retrato Feminino Camoniano; Figuras de estilo mais relevantes -
camonianas; Ritmo do Poema
--
Papel da Mulher - Lírica Camoniana
Na lírica camoniana a mulher é tida como um ideal, e o sujeito poético como um vassalo que se submete aos encantos desta mulher. Surge-nos assim dois tipos de mulher: a exótica de origem humilde que associa qualidades da mulher renascentista (doçura, humildade, bondade, pureza, encantamento, tímidez, etc). e a mulher fiel seguidora dos padrões de beleza petrarquista (mulher loura, tege branca, lábios de coral, mãos nívias e dentes marfim).
Na poesia camoniana surge também a figura feminina tradicional, nomeadamente "Lianor (descalça vai pera fonte)", esta figura é descrita com mais minuncia no seu retrato físico juntamente com a sua indumentária e objectos e retrata quase sempre coisas do quotidiano.
-
Figuras de estilo mais relevantes camonianas (hipérbole, antítese e quiasmo)
-
hipérbole - figura de estilo que consiste no emprego de uma expressão que exagera o pensamento para dar mais ênfase ao discurso (exemplo: "O mundo todo abarco e nada aperto").
-
antítese -
figura de estilo que consiste na exposição de ideias opostas. Ocorre quando há uma aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos (exemplo: "Estando em terra, chego ao Céu voando").
-
quiasmo - figura de estilo que consiste numa estrutura cruzada de quatro elementos, agrupados dois a dois. Deste modo, o segundo grupo apresenta os mesmos elementos invertendo a ordem (exemplo: "nu' hora acho mil anos, e é de jeito que em mil anos não posso achar u' hora")
-
Paralelismo: repetição da construção da frase ou verso. As palavras podem não ser as mesmas, o que importa é que a estrutura gramatical e a ordenação dos elementos e mantenham.
-
Paradoxo: aproximação de termos que mutuamente se excluem, numa intensificação do processo da antítese. Exprime um paradoxo e implica uma nova visão das coisas.
-
Ritmo do Poema
No poema "Tanto de meu estado me acho incerto" encontra-se o ritmo binário, uma vez que todo o poema se encontra predominantemente organizado por antíteses, paralelismos, pausas internas ( , e ; ) e cesuras internas e para além disso usa-se e, o quiasmo e o esquema rimático.
-
Diferentes estruturas do poema
-
- Estrutura Paratáctica - é uma estrutura sintáctica constituida por orações coordenadas copulativas (exemplo: contro tradicional)
-
- Estrutura Hipotáctica - é uma estrutura sintáctica sontituida por orações subordinadas (exemplo: poesia camoniana, conto contemporaneo e outros generos literários)
-
A construção do sentido de um poema
O poema pode ter um sentido eufórico (extremamente alegre) ou disfórico (tristeza acentuada) e os processos que contribuem para essa carga expressiva são: recursos estilísticos, classes de palavras (adjectivos, pronomes, advérbios, verbos, etc), funsões da linguagem (função poética, fática e apelativa) e frases (exclamativas, reticentes, interrogativas, etc).

quinta-feira, 19 de março de 2009

Auto-avaliação / 2º Período

Penso que este período, tal como o outro, mereço um 16, uma vez que me dedico bastante ao blog, e faço questão de colocar conceitos gramaticais dados em aula.

Apreciação Crítica da Obra "Cada Homem É Uma Raça"

Ficha de Leitura

Título da obra: “Cada Homem é Uma Raça”
Autor da obra: Mia Couto
Local de Edição: Lisboa
Editora: Caminho
Publicação do Livro: 1990

Número de Páginas: 181 páginas
Número de Contos presentes na obra: 11 contos



Biografia de Mia Couto

Mia Couto nasceu na Cidade da Beira (Moçambique) em 1955, filho de uma família de emigrantes portugueses. Publicou os primeiros poemas no "Notícias da Beira", com 14 anos. Em 1972, deixou a Beira e partiu para Lourenço Marques para estudar Medicina. A partir de 1974, começou a fazer jornalismo, tal como o pai. Com a independência de Moçambique, tornou-se director da Agência de Informação de Moçambique (AIM). Dirigiu também a revista semanal "Tempo" e o jornal "Notícias de Maputo".
Em 1985 formou-se em Biologia pela Universidade Eduardo Mondlane. Foi também durante os anos 80 que publicou os primeiros livros de contos. Estreou-se com um livro de poemas, "Raiz de Orvalho" (1983), só publicado em Portugal em 1999. Depois, dois livros de contos: "Vozes anoitecidas" (1986) e "Cada Homem é uma Raça" (1990).Em 1992 publicou o seu primeiro romance, "Terra Sonâmbula". A partir de então, apesar de conciliar as profissões de biólogo e professor, nunca mais deixou a escrita e tornou-se um dos nomes moçambicanos mais traduzidos: espanhol, francês, italiano, alemão, sueco, norueguês e holandês são algumas línguas. Outros livros do autor: "Estórias Abensonhadas" (1994); "A Varanda do Frangipani" (1996); "Vinte e Zinco" (1999); "Contos do Nascer da Terra" (1997); "Mar me quer" (2000); "Na Berma de Nenhuma Estrada e outros contos" (2001); "O Gato e o Escuro" (2001); "O Último Voo do Flamingo" (2000); "Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra" (2002). "O Fio das Missangas" (2004) é o seu último livro de contos.
Em 1999 foi vencedor do prémio Vergílio Ferreira pelo conjunto da obra, um dos mais conceituados prémios literários portugueses, no valor cinco mil euros, que já premiou Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho e Eduardo Lourenço, entre outros. Em 2001, recebeu também o Prémio Literário Mário António (que distingue obras e autores dos países africanos lusófonos e de Timor-Leste) atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian por "O Último Voo do Flamingo" (2000).
Género e subgénero literário a que pertence a obra
A obra é constituída por um conjunto de contos, logo o género literário presente no livro é o conto. conto é um tipo de narrativa que se opõe, pela extensão, quer à novela, quer ao romance. De facto, é sempre uma narrativa pouco extensa e a sua brevidade tem implicações estruturais: reduzido número de personagens; concentração do espaço e do tempo, acção simples e decorrendo de forma mais ou menos linear. Embora o conto seja hoje uma forma literária reconhecida e utilizada por inúmeros escritores, a sua origem é muito mais humilde. Na verdade, nasceu entre o povo anónimo. Começou por ser um relato simples e despretensioso de situações imaginárias, destinado a ocupar os momentos de lazer. Um contador de histórias narra a um auditório reduzido e familiar um episódio considerado interessante. Os constrangimentos de tempo, a simplicidade da assembleia e as limitações da memória impõem que a "história" seja curta. Essas mesmas circunstâncias determinam, como já vimos, a limitação do número de personagens, a sua caracterização vaga e estereotipada, a redução e imprecisão das referências espaciais e temporais, bem como a simplificação da acção. Dada a sua origem popular, o conto de que falamos aqui não tem propriamente um autor, entendido como um ser humano determinado, ainda que desconhecido. Na realidade ele constitui uma criação colectiva, dado que cada "contador" lhe introduz inevitavelmente pequenas alterações ("Quem conta um conto, acrescenta um ponto.").

Opinião Pessoal
Do meu ponto de vista, penso que o livro apresenta uma leitura preceptivel, mas tem de ser trabalhada, pois o facto do autor escrever com dialectos moçambicanos (o que confere um carácter mas real à obra), por vezes confunde-nos devido à falta de hábito perante esta variação moçambicana. Mia Couto é aquilo que entendo por 'escritor da terra'. Precisamente porque, na sua expressão absolutamente única, escreve e descreve as próprias raízes do mundo, explorando a própria natureza humana na sua relação umbilical com a terra. A sua linguagem extremamente rica e muito fértil em neologismos confere-lhe um atributo de percepção e interpretação da beleza interna das coisas. As imagens de Mia Couto evocam necessariamente em nós a intuição de mundos fantásticos e em certa medida um pouco surrealistas, subjacentes ao mundo em que vivemos, que nos envolvem de uma ambiência terna e pacífica de sonhos – o mundo vivo das histórias. Pode dizer-se, creio, que Mia Couto sobressai como excelente contador de histórias.

Bibliografia


quarta-feira, 18 de março de 2009

Trabalho Grupo - Família de Palavras

ENIGMA


T. Família de Palavras F. Trabalho em dupla L. Sala de aula Bibl. Gramática Prática de Português (Lisboa Editora) de Azeredo, M. Olga; Pinto, M. Isabel Freitas e Lopes,M. Carmo Azeredo; Moderna Enciclopédia Universal (Tomo VIII) - Lexicoteca; Moderno Dicionário da Língua Portuguesa (Tomo I) – Lexicoteca. A.A. V.V.

As palavras da mesma família têm o mesmo radical mas têm de estar relacionadas com o mesmo tema?

A família de palavras ou campo lexical designa o conjunto de palavras que partilham o mesmo radical e estão relacionadas etimológica e morfologicamente. Os campos lexicais não estão fixos numa língua, porque criamos novas palavras e mudamos a relação entre os lexemas que formam um campo. Pertence à família de palavras de padrasto a palavra padrastal, adjectivo de dois géneros, «referente a ou próprio de padrasto». O radical comum a padrasto e padrastral é padrast-. A palavra padaria não pertence à mesma família, pois não possui o mesmo radical nem está relacionada etimológica ou morfologicamente com padrasto.
1- Completa as frases:

1. Uma família de palavras é um conjunto de ______________________________________________________________________________________________________________


2. O que entende por palavra mãe:
___________________________________________________________________________________________________________

3- Escreve palavras da família de :

Ramo____________________________________________________________________________________________________________________

Pobre____________________________________________________________________________________________________________________

Mãos____________________________________________________________________________________________________________________

Luxo___________________________________________________________________________________________________________________

4 – Encontra a palavra mãe de:

a) Aguadeiro
b) Folhada
c) Maresia
d) Floreira
e) Caçada
f) Cabeçalho
g) Agrupar
h) Sinalefa
i) Clarão
j) Terraplenar

5 - Há um elemento estranho nesta família de palavras. Qual é?

a) Desmascarar/mascar/máscara/mascarado
b) Depena/penha/penalidade/penoso
c) Vapor/evaporado/vaporoso/poroso
d) Arte/artista/autor/artefacto
Trabalho realizado por:
Ana Catarina Santos e Mafalda Braga

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Diário

Dia 18 Janeiro

Acordei com um cansaço especial pois penso que me "deixei" levar por um sonho e quando me levantei achava que ainda estava a sonhar. Depressa lavei a cara e voltei ao mundo real. Eram dez da manha e já estava atrasadissíma para a aula de golfe, mas despachei-me e quando lá cheguei deparei-me com uma enorme tempestade. Conclusão: Cheguei a casa encharcada.
Mais uma vez atrasada para o almoço de família em casa da avó tentei despachar-me, mas quando entrei só consegui reparar na minha prima que tinha pintado o cabelo de azul escuro. A partir daqui comecei a pensar que hoje o dia estava de pernas para o ar, ou era realmente eu, ou eram os outros.
Durante uma tarde muito bem passada no sofé a dormir, recebi uma chamada (que de certa forma me tocou, fazendo pensar na vida). Neste momento senti, de corpo e alma, que só agora tinha realmente "acordado" para o mundo. E passei o fim da tarde a pensar nas pessoas mais próximas de quem mais gostava e nos erros que tinha cometido em algumas das minhas amizades. Apercebi-me que os erros que cometera eram muitos, talvez por ingenuidade ou mesmo imaturidade, mas cometi-os. E só hoje, que estou a reflectir sobre tudo isto é que consegui, de certa maneira, crescer e pensar de outra forma. Aprendi que a vida tem vários significados e várias maneiras de interpretar, cada pessoa tem a sua forma. Hoje arranjei uma nova, uma que libertou de esperanças e sentimentos que tivera, uma que me fez tornar uma pessoa melhor e mais feliz.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Gramática

Discurso directo, indirecto e indirecto livre

Discurso indirecto livre –
é um discurso que corresponde à aprendizagem por parte do narrador de um discurso da personagem, eliminando as diferenças entre narrador e a personagem. Formalmente, corresponde a um relato na terceira pessoa, característica do discurso indirecto, e consegue reter mecanismos linguísticos do discurso directo: uso da pontuação emotiva/uso das regras do discurso directo (: …)/vocabulário afectivo
------
Registos de Língua

Linguagem cuidada

A língua que encontramos nos discursos parlamentares, nas conferências, nos ensaios, nos artigos de critica literária, etc., é, geralmente, língua cuidada.Caracteriza-se por um vocabulário mais seleccionado, menos usual, e por construções sintácticas de influências clássicas.

Linguagem literária

Além das características apontadas na língua cuidada, a língua literária assume desvios da norma mais habituais e mais arrojados: figuras de estilo e palavras deliberadamente procuradas para criar um ambiente de sonho e de emoção; acentuada importância das funções emotiva e poética da linguagem; exploração não apenas do significado, mas também do significante, para tornar mais expressiva e atraente a mensagem.

Linguagem familiar

É uma língua simples, quer no vocabulário, quer na elaboração sintáctica, não distando muito da língua padrão. O tom coloquial da língua familiar dá-nos a impressão de que o emissor é nosso conhecido, aproximando-se da linguagem oralizante. As crónicas jornalísticas, pelo seu tom de conversa despreocupada, e as cartas, pela sua simplicidade e tom coloquial, reflectem quase sempre este nível de língua.

Linguagem popular

As gírias e os regionalismos

É utilizada pelo povo, quer quando fala, quer quando escreve. Caracteriza-se este nível de língua pela simplicidade do vocabulário, em que são raríssimos os termos eruditos, e pelos desvios da norma, nos domínios quer fonético, quer morfológico, quer sintáctico.

Regionalismos ou provincianismos

São registos de língua próprios da população que habita as aldeias mais afastadas dos centros urbanos, distinguindo-se da língua da cidade pelo léxico, pronúncia, sintaxe e até pela semântica (certas palavras têm significado diferente do das populações citadinas).

Gírias

São linguagem própria de certos grupos sociais, de certas profissões (pedreiros, peixeiras, pescadores, militares, estudantes, etc.) que usam um vocabulário próprio, geralmente com a finalidade de não serem compreendidos por indivíduos estranhos ao seu grupo. Dentro das gírias podem incluir-se o calão, um linguajar considerado grosseiro, próprio dos rapazes vadios, ciganos, salteadores, contrabandistas, etc. (originária de extractos sociais marginalizados, de ambientes miseráveis, onde a acção educativa dificilmente penetra).

Linguagem técnica

(Não se confunda com gíria). Entende-se por esta linguagem aquela que é constituída por um léxico próprio das comunidades ligadas a uma profissão. Ex.: Um mecânico conhece todas as peças de um motor, o que não sucede a qualquer falante.

Linguagem cientifica

Designada geralmente por metalinguagem científica, afasta-se da língua comum sobretudo a nível lexical ou de terminologia. Assim, as palavras estomatologia, isotopia, filogenia, pertencendo ao domínio, respectivamente, da Medicina, da Físico-química e da Biologia, fazem parte do campo lexical da metalinguagem científica.
-------
Formas de tratamento
Tu - forma própria de intimidade - De pais para filhos, de avós e tios para sobrinhos e netos, entre irmãos ou amigos, entre marido e mulher e entre colegas de faixa etária igual ou próxima.
Você - Usa-se entre pessoas da mesma idade, classe social ou hierarquia ou de superior para inferior. Nao é ainda possível usar você de inferior para superior, em idade, classe social ou hierarquia.
O senhor - formas de respeito e cortesia - Quando uma pessoa se dirige a alguém que possui título profissional ou exerce determinado cargo, costuma fazer acompanhar as formas, o sonhor e a senhora da menção do respectivo título ou cargo.
Outras formas de tratamento - É frequente o emprego de formas nominais antecedidas de artigo em vez das formas pronominais ou pronominalizadas de tratamento. São exemplo dessas formas nominais, o nome próprio e os nomes de parentesco.

Auto-retrato

Pequenina e voluptuosa
Com o cabelo ondulado
Olha para os outros de lado
Mas é alegre e generosa

Em casa gosta de estar
Na companhia dos seus
Porém depressa diz adeus
E vai para a rua passear

Tem algumas fazer más
Mas os amigos estão sempre lá
E com eles encontra a paz

Amiga verdadeira
E com um feitio difícil
Que acaba sempre na brincadeira

Objectivos e Estratégias

(Leitura) 1º objectivo:

Saber e conseguir interpretar melhor o questionário de leitura colocado a cada texto

1ª estratégia:

Recentrar cada tarefa de interpretação, por exemplo, colocando perguntas de nível menos complexo juntas e discernir o que cada pergunta complexa significa.

(Funcionamento da Língua) - 2º objectivo:

Melhorar o conhecimento da conjugação verbal

2ª estratégias:

Sublinhar todas as formas verbais que encontrar em diferentes textos tentado identificar em que modo estão, consultando seguidamente a gramática.

2º Período

Leitura e Funcionamento da Língua