terça-feira, 2 de junho de 2009

Auto-avaliação - 3º Período

Penso que neste período mereço uma nota superior à que me foi dada anteriormente, visto que este período foi mais curto e tivemos muitas actividades e testes para realizar, porém nesta disciplina foi nos proposto realizar o webfolio e acho que mesmo com todos os afazeres relativos às restantes disciplinas, num período de tempo muito curto, esforcei-me mais e investi muito do meu tempo e dedicação a este blog. Toda esta dedicação e trabalho pode ainda complementar-se com a criação de um espaço para "o que aprendi...", tarefa esta para a qual me empenhei bastante, pois acreditei que fosse benéfico quer para o blog, quer para eu ter a matéria em dia. Sendo assim, penso que a minha nota se devia enquadrar no nível do Muito Bom, equivalendo quantitivamente a 17 valores.
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PS: Consoante os comentários da professora na avaliação intercalar, pedia-lhe que revesse os meus objectivos e estratégias. Obrigada

segunda-feira, 1 de junho de 2009

"Guião" para a Exposição Oral - base acetatos






























Trabalho realizado por:
Mafalda Braga nº9 10ºDII


quinta-feira, 14 de maio de 2009

A voz

A voz é um instrumento vivo. Cada pessoa tem uma voz única e especial. Para cada voz, uma personalidade diferente. Todas as pessoas carregam consigo o seu próprio instrumento, inserido no seu corpo, com características fisiológicas e psicológicas singulares.
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Cuidados com a voz
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Na realidade, os conselhos sobre higiene geral não são diferentes dos cuidados que se deve ter com o corpo. Uma voz bonita requer um corpo saudável. Tudo o que se fizer pelo corpo, terá efeitos sobre a voz.
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• Recomendamos que evite principalmente o frio com suas mudanças de temperatura.
• Todas as manhãs deve-se praticar ginástica respiratória. As inspirações e expirações deverão ser feitas pelo nariz, de maneira ampla, lenta, profunda e abdominal.
• Ginástica respiratória
• Banhos frios matinais
• Exercícios tais como: caminhada, corrida, bicicleta ou qualquer outro aeróbico.
• Comida – Bom senso. Comer pouco, lentamente e mastigando bem. Existe uma importante relação entre o aparelho vocal e os órgãos digestivos .
• Evitar falar ou cantar em ambiente ruidoso. Não competir com barulhos externos
• Evitar falar ou cantar quando estiver resfriado ou rouco.
• Álcool, e fumo - proibidos. Gelados, quando não estiver utilizando a voz.
• Sono – 8 horas é o recomendável para uma voz descansada.
• Voz cansada ou rouquidão - repouso vocal absoluto.
• As bebidas alcoólicas congestionam a mucosa laríngea e promovem uma diminuição da energia muscular da mesma.
• O café provoca taquicardia e poderá colocar a pessoa nervoso, pode também interferir no ritmo dos movimentos respiratórios
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bibliografia:

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Poema

De saltos vai pera a festa
Leonor pela 24 de Julho;
Vi formosa, e não segura.

Leva na cabeça um laço
A mala nas mãos de prata,
Brincos de verde esmeralda,
Fragrância de papoila,
Traz um vestido de gola,
Mais suave que o caramelo,
Vai formosa, e não segura.

Descobre a ousadia do colo,
Cabelos de trevas e selvagens,
Fita de cor encarnado;
Tão linda que o mundo espanta.
Chove nela graça tanta
Que dá graça à fermosura.
Vai formosa e não segura.

Por Madalena Nogueira e Mafalda Braga

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Objectivos e Estratégias - 3º Período

Relativamente à Exposição Oral:
1º objectivo: Elaboração de um guião
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1ª estratégia: Encontrar diversas fontes para a minha analise do poema, se necessário ir à Biblioteca Nacional ou a outras bibliotecas para conseguir uma pesquisa mais alargada e ter uma melhor apresentação do guião.
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2º objectivo: Apresentar uma maior fluidez e à vontade durante a exposição, para os meus colegas conseguirem acompanhar melhor o meu trabalho.
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2ª estratégia: Para resolver tal problemas pretendo ensaiar a minha exposição oral, partilhando-a com a família para mais tarde, quando necessário, proceder de maneira mais correcta e acessível.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O que aprendi...

3º Período
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16/06/2009 - Variedade Brasileira com a apresentaçao do texto Felicidade Clandestina de Clarice Lispector
Português falado no Brasil, sujeito a uma variação geográfica que separa, sobretudo, os estados do litoral acima do estado da Bahia (inclusivé) dos que estão abaixo. Os falantes do Norte e Nordeste pronunciam as vogais pretónicas abertas e os do Sul e Sudeste pronunciam-nas com uma abertura média. A variação social do português do Brasil é muito pronunciada: os falantes do sociolecto não culto, por exemplo, a nível morfológico, flexionam muito pouco as formas dos paradigmas verbais. Sintacticamente usam um pronome pessoal tónico ou uma categoria vazia em posição de complemento directo, usam os pronomes átonos (que são proclíticos, ou pré-verbais) sempre junto do verbo principal, usam construções de sentido passivo e forma activa sem marcas de passivização e dão uma interpretação impessoal a verbos da terceira pessoa do singular em frases com sujeito nulo.
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Poema de Clarice Lispector - Dá-me a tua mão
"Vou agora te contar
como entrei no inexpressivo
que sempre foi a minha busca cega e secreta.
De como entrei
naquilo que existe entre o número um e o número dois,
de como vi a linha de mistério e fogo,
e que é linha sub-reptícia.
Entre duas notas de música existe uma nota,
entre dois fatos existe um fato,
entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam
existe um intervalo de espaço,
existe um sentir que é entre o sentir
- nos interstícios da matéria primordial
está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo,
e a respiração contínua do mundo
é aquilo que ouvimos
e chamamos de silêncio."
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Biografia de Clarice Lispector
Clarice Lispector, nascida Haia Lispector (Chechelnyk, 10 de dezembro de 1920Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977) foi uma escritora brasileira, nascida na Ucrânia. Autora de linha introspectiva, buscava exprimir, através de seus textos, as agruras e antinomias do ser. As suas obras caracterizam-se pela exacerbação do momento interior e intensa ruptura com o enredo factual, a ponto de a própria subjetividade entrar em crise.
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Breve flashback sobre poesia lírica oriental - Matsuo Bashô

Bashô foi o mestre que deu força à importância e prática do haicai no Japão. Viveu boa parte de sua vida como um andarilho, foi treinado para o zen, utilizou-se de forma discreta da metáfora e nunca se decidiu se queria ou não ser um monge, embora alguns autores sugerem que ele foi de fato um monge em sua vida. Bashô viveu por algum tempo em uma cabana que definitivamente lhe deu o nome com o qual ficou conhecido, Bashô, devido a presença de uma bananeira (bashô, em japonês) existente em alguma área de sua cabana. O clima de Tokyo, no entanto, não é propício para a frutificação da banana e mesmo que Bashô tenha se identificado com a planta, ele próprio deixou milhares de frutos e espalhou pelo mundo esse fenômeno da poesia japonesa, que é o haicai.
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Poemas de Matsuo Bashô
"O grito do faisão -
Que saudade imensa
De meu pai e minha mãe."
e
"Frescura:
os pés no muro
ao dormir a cesta
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20/04/2009 - Neologismos
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Neologismos - conceito gramatical que procura significar ou atribuir outro sentido a uma palavra já existente na Língua. Esta palavra pode vir associada a prefixos gregos ou latinos, ou então, ser formada pela junção de duas ou mais palavras. Normalmente nao está no dicionário.
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Processos de Formação de Palavras
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1.Afixação:
- Flexão (afixos que especificam as propriedades das palavras variáveis)
- Derivação (afixos que determinam a classe da palavras)
- Modificação (afixos que apenas acrescentam informção semântica)
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2.Composição
2.1. Morfológica (dois ou mais radicais)
2.1.1. compostos coordenados (têm estatuto idêntico e são ligados por hífen)
2.1.2. compostos subordinados (o da esquerda modifica o da direita e ligam-se pela vogal o ou i)
2.2. Morfossintáctica (duas ou mais palavras)
2.2.1. Compostos coordenados (têm estatuto idêntico e são ligados por hífen. A flexão dá-se em todos os constituintes)
2.2.2. Compostos subordinados (o da direita modifica o da esquerda (núcleo) e ligam-se pelo hífen. A flexão dá-se apenas no núcleo)
2.2.3. Compostos com estrutura de reanálise (constituídos pela 3ª pessoa de um verbo e um nome. Ligam-se com hífen e só o nome recebe o plural)
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Outros processos de formação
Sigla - as siglas são representações gráficas dos fonemas inicias das palavras e que funcionam como autênticas palavras. As siglas soletram-se, pronunciando o nome de cada letra (exemplos: SOS; UE).
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Acrónimos - são nomes formados pela primeira ou mais letras de palavras que pertencem a partes sucessivas de uma locução. No fundo, são siglas que se pronunciam de forma contínua, como palavras, não soletradas (exemplo: byte - binary table)
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Abreviaturas - existem como se dois tipos de abreviaturas, sendo o primeiro tipo quando as letras omitidas estão representadas pelo sinal gráfico ponto de abreviatura (exemplos: pág. ; sr.), o segundo tipo de abreviaturas é vísivel nas palavras onde já quase se perdeu a ideia de redução e funcionam como palavras completas (exemplos: metro - metropolitano; moto - motociclo).
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Amálgama - este processo verífica-se quando existe uma fusão de duas ou mais palavras truncadas (exemplo: diciopédia - diocionário + enciclopédia).
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Empréstimo interno e externo - estes são elementos lexicais que podem ser internos a uma língua ou estrangeiros, adoptados por essa língua. Estas alternativas lexicais constituem neologismos que podem resultar de outras áreas, como é o caso da palavra janela (que passou a designar também uma área do écrã do computador, por tradução do inglês window), ou da adopção de palavras estrangeiras que passam a considerar-se como palavras portuguesas imprescindíveis: hambúrguer, lanche, robô, dossiê, bar, futebol e milhares de outras documentam a capacidade de adaptação da língua. E os empréstimos externos ou estrangeirismos com o seu próprio significante, por modismo ou porque a língua não conseguiu adptá-lo, ocorre constantemente, como se verifica diariamente, mesmo lendo o jornal (exemplos: marketing, ranking, software).
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Extensão semântica - verifica-se quando a uma palavra ou expressão já existente na língua se atribui um outro significado, criando-se um neologismo semântico por alargamento (exemplo: rato, leitor).
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23/04/2009 - Poesia de Linhagem - desde o período dos trovadores até ao renascimento literário
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Período Trovadoresco
- Cancioneros trovadorescos: Cancioneiro da Biblioteca Nacional, Cancioneiro da Vaticana e Cancioneiro da Ajuda
- A poesia desta época constituiu um documento histórico e social
- Surgem duas correntes: Corrente Provençal -constituida pelas cantigas de amor trazidas para a Península Ibérica através de Séquitos, de Princesas, Trovadores, Peregrinos, Elementos de Cruzadas, etc. (exemplo: "Quer' eu en maneyra de Provençal") e a Corrente Penínsular constituida pelas cantigas do amigo, originárias do Ocidente Hispânico, cuja língua - o galaico-português se torna a língua de expressão lírica. De uma forma geral, nas cantigas de amor fala o trovador, a dama é convencional e cortês e nas cantigas de amigo fala a donzela, esta pertence à burguesia ou ao povo e o sentimento é "aparentemente" espontâneo. Exemplos de cantigas de amigo (Bailia, alba, romaria, etc.).
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Bailia - Tipo de cantiga de amigo, de origem provençal, próprio para a dança. A bailia segue, em regra, uma estrutura paralelística, adequada à dramatização da cantiga interpretada por um grupo de donzelas: a protagonista ou cantadeira executa as principais estrofes; as restantes cantoras, formando um coro, entoam o refrão. Em alternativa, cada uma das estrofes da bailia pode ser executada por uma cantadeira diferente. O tema é geralmente jovial e festivo. Distingue-se da balada por incluir o convite à dança e por possuir uma estrutura formal mais regular e autónoma. Dentro do contexto da lírica-galego-portuguesa, Airas Nunes compôs uma das mais célebres bailias: Bailemos nós já todas três, ai amigas.
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Período Palaciano - poesia contida no Cancionero Geral, cancioneiro compilado por Garcia de Resende, que documenta as principais características e tradições, tradicional e clássica, do período quatrocentista, dedicado a D. João III.
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Renascimento Literário - As principais inovações do Renascmento Literário consistem na introdução:
- do decassílabo como metro poético por excelência;
- de novas formas estróficas (medida nova ou italiana: soneto, canção, etc)
- de formas clássicas (epopeia, comédia, écloga e a canção, formas surgidas no Renascimento com Petrarca, contudo, respeitando as regras de soberiedade, equilíbrio e harmona da Antiguidade Clássica.
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Século XVI - Renascimento (revelação de dois mundos)
1)
Terrestre (ciência) - Expansão ultramarina
Cultura (artes) - Assimilação da Cultura do mundo da Antiguidade Clássica (textos, obras de arte, arquitectura).
2) Humanismo - Latitude filosófica de valorização do Homem
Pensamento Antropocêntrico - conjunto de esforços para ressuscitar os textos clássicos originais
3) Classicismo (corrente literária preocupada com o culto dos modelos clássicos):
- géneros literários e os seus códigos/regras estéticas
- busca da harmonia/proporção/perfeição comedida
- forma e conteúdo (Equilíbrio Perfeito)
- evidente noutras artes: Pintura/Escultura (mais inovação e movimento)
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27/04/2009 - Divisão Silábica do Verso e os Diferentes tipos de Rimas
Divisão Silábica do Verso
Um verso é constituido por várias sílabas, sendo que a divisão silábica é efectuada de forma diferente das sílabas gramaticais. A contagem de sílabas métricas baseia-se nos sons, sendo que costuma fazer-se a elisão da vogal átona em final de palavra quando a palavra seguinte principia com uma vogal. A contagem de sílabas métricas inicia-se na primeira sílaba do verso e termina na sílaba tónica da última palavra do verso.
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Diferentes tipos de rimas - ficha de verificação
Diérese - separação de duas vogais que se sucedem numa mesma palavra, colocando-as em duas sílabas diferentes.
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Estrofe - conjunto de versos, embora de número variado, que termina com uma pausa longa e que, assim, se separa da outra estrofe.
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Glosa ou volta - estrofe que retoma o sentido de um tema dado (mote), desenvolvendo-o e repetindo um ou mais dos seus versos em posição certa. O mote consiste numa estrofe geralmente curta, cujo número de versos determina o número de glosas que o hão-de desenvolver.
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Rima Aguda - quando o verso termina em palavra aguda (exemplo: mão, detenção)
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Rima completa - quando a sílaba em que se encontra a rima se repete, formando assim a rima, quer a nível das vogais, quer da consoante que as antecede.
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Rima cruzada - quando entre dois versos que rimam há um que não rima com eles, ou seja, quando o primeiro verso rima com o terceiro e o segundo com o quarto, correspondendo ao esquema rimático abab. Também se chama rima alternada.
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Rima emparelhada - quando dois versos seguidos rimam entre si, isto é, os versos rimam dois a dois, obtendo-se o esquema aa, bb, cc, etc.
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Rima esdrúxula - quando o verso termina em palavra esdrúxula (paciência)
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Rima grave -
quando o verso termina em palavra grave (argentados; vago)
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Rima imperfeita - quando se verificam timbres diversos nas vogais tónicas das palavras que rimam (tivesse, escrevesse)
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Rima Incompleta - quando apenas se repetem as vogais que formam a rima, não se verificando a repetição da consoante anterior à terminação (cingir, reinado, arriscado, subir)
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Rima interior - rima usada no interior dos versos
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Rima interpolada - quando entre dois versos que rimam há dois ou mais que não rimam com estes, podendo rimar ou não entre si, correspondendo ao esquema abba, abcba, etc.
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Rima perfeita - quando se verifica o mesmo timbre nas vogais tónicas das palavras que rimam. Há coincidência de sons, não de letras. (gente, inocente)
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Rima pobre - quando se verifica a existência da mesma categoria gramatical nas palavras que rimam (liberdade, piedade)
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Rima rica - quando se verifica a diversidade de categorias gramaticais nas palavras que rimam (divinos, destinos).
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Rima seguida - quando se verifica a existência de mais de dois versos sucessivos que rimam
entre si, correspondendo ao esquema aaa,etc.
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Rima consoante - quando rimam vogais e consoantes após a sílaba tónica (domina, insolente, inclina, ardente).
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Rima toante - quando não existem os mesmo sons a partir da última sílaba tónica, rimando apenas as vogais desta sílaba.
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Sinalefa - união da vogal final de uma palavra com a vogal que inicia a palavra seguinte, tornando-se uma só sílaba métrica.
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Sinérese - união de duas vogais que não formam ditongo numa só sílaba métrica.
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Verso Branco - verso que não rima com nenhum dos anteriores e posteriores, destacando-se, assim, no poema, embora obedeça aos acentos, pausas, métrica, etc. Também se designa por verso solto.
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Verso livre -verso que não está sujeito à métrica nem à acentuação dos restantes.
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Versos isométricos - quando os versos de um poema ou estrofe têm o mesmo número de sílabas métricas.
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Versos monórrimos - quando todos os versos de um poema ou estrofe têm a mesma rima.
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30/04/2009 - Retrato Feminino Camoniano; Figuras de estilo mais relevantes -
camonianas; Ritmo do Poema
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Papel da Mulher - Lírica Camoniana
Na lírica camoniana a mulher é tida como um ideal, e o sujeito poético como um vassalo que se submete aos encantos desta mulher. Surge-nos assim dois tipos de mulher: a exótica de origem humilde que associa qualidades da mulher renascentista (doçura, humildade, bondade, pureza, encantamento, tímidez, etc). e a mulher fiel seguidora dos padrões de beleza petrarquista (mulher loura, tege branca, lábios de coral, mãos nívias e dentes marfim).
Na poesia camoniana surge também a figura feminina tradicional, nomeadamente "Lianor (descalça vai pera fonte)", esta figura é descrita com mais minuncia no seu retrato físico juntamente com a sua indumentária e objectos e retrata quase sempre coisas do quotidiano.
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Figuras de estilo mais relevantes camonianas (hipérbole, antítese e quiasmo)
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hipérbole - figura de estilo que consiste no emprego de uma expressão que exagera o pensamento para dar mais ênfase ao discurso (exemplo: "O mundo todo abarco e nada aperto").
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antítese -
figura de estilo que consiste na exposição de ideias opostas. Ocorre quando há uma aproximação de palavras ou expressões de sentidos opostos (exemplo: "Estando em terra, chego ao Céu voando").
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quiasmo - figura de estilo que consiste numa estrutura cruzada de quatro elementos, agrupados dois a dois. Deste modo, o segundo grupo apresenta os mesmos elementos invertendo a ordem (exemplo: "nu' hora acho mil anos, e é de jeito que em mil anos não posso achar u' hora")
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Paralelismo: repetição da construção da frase ou verso. As palavras podem não ser as mesmas, o que importa é que a estrutura gramatical e a ordenação dos elementos e mantenham.
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Paradoxo: aproximação de termos que mutuamente se excluem, numa intensificação do processo da antítese. Exprime um paradoxo e implica uma nova visão das coisas.
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Ritmo do Poema
No poema "Tanto de meu estado me acho incerto" encontra-se o ritmo binário, uma vez que todo o poema se encontra predominantemente organizado por antíteses, paralelismos, pausas internas ( , e ; ) e cesuras internas e para além disso usa-se e, o quiasmo e o esquema rimático.
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Diferentes estruturas do poema
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- Estrutura Paratáctica - é uma estrutura sintáctica constituida por orações coordenadas copulativas (exemplo: contro tradicional)
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- Estrutura Hipotáctica - é uma estrutura sintáctica sontituida por orações subordinadas (exemplo: poesia camoniana, conto contemporaneo e outros generos literários)
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A construção do sentido de um poema
O poema pode ter um sentido eufórico (extremamente alegre) ou disfórico (tristeza acentuada) e os processos que contribuem para essa carga expressiva são: recursos estilísticos, classes de palavras (adjectivos, pronomes, advérbios, verbos, etc), funsões da linguagem (função poética, fática e apelativa) e frases (exclamativas, reticentes, interrogativas, etc).

quinta-feira, 19 de março de 2009

Auto-avaliação / 2º Período

Penso que este período, tal como o outro, mereço um 16, uma vez que me dedico bastante ao blog, e faço questão de colocar conceitos gramaticais dados em aula.