Discurso directo, indirecto e indirecto livre
Discurso indirecto livre – é um discurso que corresponde à aprendizagem por parte do narrador de um discurso da personagem, eliminando as diferenças entre narrador e a personagem. Formalmente, corresponde a um relato na terceira pessoa, característica do discurso indirecto, e consegue reter mecanismos linguísticos do discurso directo: uso da pontuação emotiva/uso das regras do discurso directo (: …)/vocabulário afectivo
Discurso indirecto livre – é um discurso que corresponde à aprendizagem por parte do narrador de um discurso da personagem, eliminando as diferenças entre narrador e a personagem. Formalmente, corresponde a um relato na terceira pessoa, característica do discurso indirecto, e consegue reter mecanismos linguísticos do discurso directo: uso da pontuação emotiva/uso das regras do discurso directo (: …)/vocabulário afectivo
------
Registos de Língua
Linguagem cuidada
A língua que encontramos nos discursos parlamentares, nas conferências, nos ensaios, nos artigos de critica literária, etc., é, geralmente, língua cuidada.Caracteriza-se por um vocabulário mais seleccionado, menos usual, e por construções sintácticas de influências clássicas.
Linguagem literária
Além das características apontadas na língua cuidada, a língua literária assume desvios da norma mais habituais e mais arrojados: figuras de estilo e palavras deliberadamente procuradas para criar um ambiente de sonho e de emoção; acentuada importância das funções emotiva e poética da linguagem; exploração não apenas do significado, mas também do significante, para tornar mais expressiva e atraente a mensagem.
Linguagem familiar
É uma língua simples, quer no vocabulário, quer na elaboração sintáctica, não distando muito da língua padrão. O tom coloquial da língua familiar dá-nos a impressão de que o emissor é nosso conhecido, aproximando-se da linguagem oralizante. As crónicas jornalísticas, pelo seu tom de conversa despreocupada, e as cartas, pela sua simplicidade e tom coloquial, reflectem quase sempre este nível de língua.
Linguagem popular
As gírias e os regionalismos
É utilizada pelo povo, quer quando fala, quer quando escreve. Caracteriza-se este nível de língua pela simplicidade do vocabulário, em que são raríssimos os termos eruditos, e pelos desvios da norma, nos domínios quer fonético, quer morfológico, quer sintáctico.
Regionalismos ou provincianismos
São registos de língua próprios da população que habita as aldeias mais afastadas dos centros urbanos, distinguindo-se da língua da cidade pelo léxico, pronúncia, sintaxe e até pela semântica (certas palavras têm significado diferente do das populações citadinas).
Gírias
São linguagem própria de certos grupos sociais, de certas profissões (pedreiros, peixeiras, pescadores, militares, estudantes, etc.) que usam um vocabulário próprio, geralmente com a finalidade de não serem compreendidos por indivíduos estranhos ao seu grupo. Dentro das gírias podem incluir-se o calão, um linguajar considerado grosseiro, próprio dos rapazes vadios, ciganos, salteadores, contrabandistas, etc. (originária de extractos sociais marginalizados, de ambientes miseráveis, onde a acção educativa dificilmente penetra).
Linguagem técnica
(Não se confunda com gíria). Entende-se por esta linguagem aquela que é constituída por um léxico próprio das comunidades ligadas a uma profissão. Ex.: Um mecânico conhece todas as peças de um motor, o que não sucede a qualquer falante.
Linguagem cientifica
Designada geralmente por metalinguagem científica, afasta-se da língua comum sobretudo a nível lexical ou de terminologia. Assim, as palavras estomatologia, isotopia, filogenia, pertencendo ao domínio, respectivamente, da Medicina, da Físico-química e da Biologia, fazem parte do campo lexical da metalinguagem científica.
Linguagem cuidada
A língua que encontramos nos discursos parlamentares, nas conferências, nos ensaios, nos artigos de critica literária, etc., é, geralmente, língua cuidada.Caracteriza-se por um vocabulário mais seleccionado, menos usual, e por construções sintácticas de influências clássicas.
Linguagem literária
Além das características apontadas na língua cuidada, a língua literária assume desvios da norma mais habituais e mais arrojados: figuras de estilo e palavras deliberadamente procuradas para criar um ambiente de sonho e de emoção; acentuada importância das funções emotiva e poética da linguagem; exploração não apenas do significado, mas também do significante, para tornar mais expressiva e atraente a mensagem.
Linguagem familiar
É uma língua simples, quer no vocabulário, quer na elaboração sintáctica, não distando muito da língua padrão. O tom coloquial da língua familiar dá-nos a impressão de que o emissor é nosso conhecido, aproximando-se da linguagem oralizante. As crónicas jornalísticas, pelo seu tom de conversa despreocupada, e as cartas, pela sua simplicidade e tom coloquial, reflectem quase sempre este nível de língua.
Linguagem popular
As gírias e os regionalismos
É utilizada pelo povo, quer quando fala, quer quando escreve. Caracteriza-se este nível de língua pela simplicidade do vocabulário, em que são raríssimos os termos eruditos, e pelos desvios da norma, nos domínios quer fonético, quer morfológico, quer sintáctico.
Regionalismos ou provincianismos
São registos de língua próprios da população que habita as aldeias mais afastadas dos centros urbanos, distinguindo-se da língua da cidade pelo léxico, pronúncia, sintaxe e até pela semântica (certas palavras têm significado diferente do das populações citadinas).
Gírias
São linguagem própria de certos grupos sociais, de certas profissões (pedreiros, peixeiras, pescadores, militares, estudantes, etc.) que usam um vocabulário próprio, geralmente com a finalidade de não serem compreendidos por indivíduos estranhos ao seu grupo. Dentro das gírias podem incluir-se o calão, um linguajar considerado grosseiro, próprio dos rapazes vadios, ciganos, salteadores, contrabandistas, etc. (originária de extractos sociais marginalizados, de ambientes miseráveis, onde a acção educativa dificilmente penetra).
Linguagem técnica
(Não se confunda com gíria). Entende-se por esta linguagem aquela que é constituída por um léxico próprio das comunidades ligadas a uma profissão. Ex.: Um mecânico conhece todas as peças de um motor, o que não sucede a qualquer falante.
Linguagem cientifica
Designada geralmente por metalinguagem científica, afasta-se da língua comum sobretudo a nível lexical ou de terminologia. Assim, as palavras estomatologia, isotopia, filogenia, pertencendo ao domínio, respectivamente, da Medicina, da Físico-química e da Biologia, fazem parte do campo lexical da metalinguagem científica.
-------
Formas de tratamento
Tu - forma própria de intimidade - De pais para filhos, de avós e tios para sobrinhos e netos, entre irmãos ou amigos, entre marido e mulher e entre colegas de faixa etária igual ou próxima.
Você - Usa-se entre pessoas da mesma idade, classe social ou hierarquia ou de superior para inferior. Nao é ainda possível usar você de inferior para superior, em idade, classe social ou hierarquia.
O senhor - formas de respeito e cortesia - Quando uma pessoa se dirige a alguém que possui título profissional ou exerce determinado cargo, costuma fazer acompanhar as formas, o sonhor e a senhora da menção do respectivo título ou cargo.
Outras formas de tratamento - É frequente o emprego de formas nominais antecedidas de artigo em vez das formas pronominais ou pronominalizadas de tratamento. São exemplo dessas formas nominais, o nome próprio e os nomes de parentesco.
1 comentário:
Mafalda esta iniciativa é louvável e deve continuar a publicá-la. Contudo, reveja a correcção linguística e o sentido de algumas definições, a título exemplificativo, na primeira definição de discurso indirecto livre deve colocar "eliminando" e não iluminando.
A professora Filipa Santos
Março de 2009
Enviar um comentário