sábado, 6 de dezembro de 2008

Apreciação Crítica do Livro: "Xis Ideias Para Pensar"



Ficha de Leitura:

Título da obra: Xis Ideias Para Pensar
Autor da obra: Laurinda Alves
Local de Edição: Lisboa
Editora: Oficina do Livro
Publicação do Livro: 2000
Publicação das Crónicas: Revista XIS, no Jornal Público
Número de Páginas: 157 páginas
Número de Crónicas no Livro: 59 crónicas

Biografia de Laurinda Alves

Laurinda Alves, jornalista, autora e apresentadora de programas de televisão, criou a revista XIS que dirigiu até ao momento em que este livro foi editado.Repórter na RTP, foi distinguida com o Prémio do Clube dos Jornalistas pelo seu trabalho de investigação sobre a morte do general Humberto Delgado. Directora da revista Pais &Filhos, colaboradora da TSF e, depois, da Rádio Renascença foi, também, colunista no Independente e, mais tarde, no jornal Público, onde actualmente assina uma página semanal.Publicou os livros XIS Ideias Para Pensar, Um Dia Atrás do Outro e Ideias XIS. Atitude XIS recolhe os editoriais escritos na revista nos últimos dois anos.Em 2000 Laurinda Alves foi distinguida com o grau de Comendador da Ordem do Mérito pelo debate e defesa das questões educativas.

Género e subgénero literário a que pertence a obra

A obra é constituída por um número extenso de crónicas, logo o género literário do livro é a crónica. A crónica é uma narração, segundo a ordem temporal. O termo é atribuído, por exemplo, aos noticiários dos jornais, comentários literários ou científicos, que preenchem periodicamente as páginas de um jornal. O cronista inspira-se nos acontecimentos diários, que constituem a base da crónica. Após cercar-se desses acontecimentos diários, o cronista dá-lhes um toque próprio, incluindo no seu texto elementos como ficção, fantasia e criticismo. Com base nisso, pode-se dizer que a crónica situa-se entre o Jornalismo e a Literatura, e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia-a-dia. Isso faz com que a crónica apresente uma visão totalmente pessoal de um determinado assunto: a visão do cronista. Ao desenvolver o seu estilo e ao seleccionar as palavras que utiliza no seu texto, o cronista está a transmitir ao leitor a sua visão de mundo. Este está, na verdade, a expor a sua forma pessoal de compreender os acontecimentos que o cercam. Geralmente, as crónicas apresentam linguagem simples, espontânea, situada entre a linguagem oral e a literária. Isso contribui também para que o leitor se identifique com o cronista.


Opinião Pessoal da Obra

Xis Ideias Para Pensar começou por ser um simples livro que me foi proposto a ler na disciplina de Português, mas só quando o acabei de ler é que percebi realmente a mensagem do livro, e o que eu aprendi com ele. Numa primeira e pouco atenta leitura do livro acreditamos que Laurinda Alves é uma pessoa bastante ingénua, pelo menos, é o que as suas crónicas transparecem. Mas quando lemos as crónicas com mais atenção, percebemos que é essa ingenuidade que torna o livro especial. Tal como diz o prefácio de José Eduardo Agualusa, “(…) Por isso esta recolha de textos poderia chamar-se também o Livro do Optimismo. Guarde-o para os dias cinzentos, leia-o nas fases de dúvida. Abra-o, como quem descerra uma janela, e deixe o sol entrar.”, assim este livro mostra-nos o lado bom da vida, muitas vezes, um lado que achamos não conhecer em momentos tão arrebatadores como os que nos trazem tristeza, dor e desespero. Ainda mais que o optimismo que este livro traz, alerta-nos para situações que acontecem no dia-a-dia que nós nem sequer reparamos e nem damos a importância que elas requerem. Nesse sentido as pessoas têm de dar mais importância a umas coisas, e noutra perspectiva, atribuir menos importância a outras, ou seja, saber distinguir o que é realmente importante do que não é, só assim conseguiremos ter uma vida minimamente feliz. E digo isto também porque muitas vezes andamos à procura de uma vida que não conseguimos ter, e por isso deixamos de viver a vida para tentar atingir o inatingível. Este livro alerta-nos para tudo isto, e com o optimismo e simplicidade das crónicas de Laurinda Alves aprendemos como saber lidar com os problemas, vendo a vida de “outro ângulo”.
Bibliografia

1 comentário:

filipalexandrabarroso@gmail.com disse...

Mafalda considero que esta sua apreciação crítica do livro de Laurinda Alves está bem conduzida, do ponto de vista das ideias, contudo, poderia melhorar a análise literária, referindo recursos estilísticos e algo sobre o estilo do livro. Atenção a uma referência bibliográfica, pois não se percebe.
Continue o bom trabalho.
Classificação: Bom
A professora Filipa Santos
Dezembro de 2008